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domingo, 26 de setembro de 2010

Lygia ( coragem) Fagundes Telles

''Nem tudo está perdido\muita coisa ainda há para se perder"  Falcão

Hoje tive o feliz acaso de me deparar com um vídeo sobre a incrível, visceral e ousada Lygia Fagundes Teles e ver o rosto, os gestos, ouvir a voz de alguém que conhecia o pensamento, a criatividade e as palavras. Na mesma hora me senti segurando o dedo de um dos entes da Ciranda de Pedra. Uma obra que falava em liberdade de opção (tinha uma lésbica) em plenos anos 50 no Brasil que ainda é tão atrasado quando o assunto é mulher. E pude me deliciar com o resumo de suas maravilhosas obras que conseguem mostrar o ser humano simplesmente como ele é, sem julgamentos, sem questionamentos, simplesmente apresentando as pessoas com sua fragilidade, insanidade, caráter ou não.

Fiquei ali pensando no que viramos hoje tendo tido mestres como Lygia, para nos lançar luz sobre o caminho, mas quem falou que alguém quis? É tão mais fácil seguir desenhinho do que ler. Vendo as fotos dos albuns de pessoas que eu fotografei e que nem este crédito é ali mencionado, sem contar o recorte para me excluir dos ditos retratos.

Falta pouco para que eu me encha de coragem e realmente tente juntar o que aprendi com a Lygia, com as Cecílias, com Veríssimo, Quintana e tantos outros. E neste dia  contar uma história (com H maiusculo enferrujado) que fará os olhos de seus cândidos filhinhos se encher de horror.

No filme "A estrada" (que já comentei aqui ano passado) o filho pergunta ao delicioso Vigo Mortensen:

- Pai, nós ainda somos os caras do bem?

No dia em que a coragem chegar líquida ou sólida, ou pior, pelas ondas da internet onde vivo surfando karmas, pais e mães ouvirão esta bela pergunta e responderão da maneira como viveram: com mais uma mentira.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nova modalidade de stage diving!

         Um homem suicidou-se pulando de cima da cobertura do palco num show da dupla Swell Seasons (que faz um som infinitamente diferente do Judas Priest, levado aos tribunais após um cara equivocadamente se suicidar enquanto tocava um dos seus magníficos discos - deveria ser um do Ozzy para orquestrar um suicídio, este sim digno de se cortar a garganta ou de um harakiri, mas que provoca no máximo de dor de barriga e tédio).

Segundo a Billboard:

''Glen Hansard, que formava o grupo europeu com Markéta Irglová - , acabam de se separar,  havia acabado de tocar uma música e estava fazendo brincadeiras com o público quando o homem se suicidou. De acordo com o depoimento de uma fã ao jornal The San Mercury News, ele correu e pulou do telhado, fazendo algumas piruetas antes de cair no palco.


Hansard andou até o homem, enquanto uma equipe de resgate tentou, sem sucesso, reavivá-lo. Em depoimento, a banda disse que está em choque e triste com os acontecimentos da última noite, e dá apoio aos amigos e familiares da vítima.''


O Swell Season toca no Brasil em agosto, e depois desta notícia seu show vai bombar com certeza.
 
Eu não consigo encontrar nos meus trilhões de tweets outro cara que se suicidou na quarta-feira anterior ao fato na Califórnia, mas espero que esta moda desembarque aqui pois odeio show lotado de babaca que nem sabe o que foi fazer lá e por isso não assisto a um há tempos.
Justificando meu TOC de show subaquera, num do Pearl Jam Eddie veio anunciar que Marky Ramone tocaria com eles (imagina minha reação) e um playbosta de no máximo 16 anos, que provavelmente pensa que Ramone é nome de macarrão, mas com 2m de altura virou pra nós que berrávamos incontrolávelmente e disse: ô, olha o barulho! Nem precisei reagir, já que ele levou uma saraivada de latinhas, garrafas (sim, tem lugar que dá garrafa de vidro em show), e tudo o mais.