sábado, 13 de julho de 2013

A última fraternidade secreta

Tem horas que a gente se sente como o rapaz da história cheia de moral cujo pai morreu e ele ''era brigado'' com o pai, por causa de dinheiro. Quando jovem ele queria um carro que o pai não deu, e 20 anos depois, quando o pai morre ele abre uma bíblia pra ler um trecho no enterro - já que tinha se tornado um cara importante com os estudos que o pai o obrigou a fazer - e a comunidade esperava discurso - e ali descobre um velho cheque com pelo menos seis zeros, suficiente até agora para a compra de um carro novo. Cara de pirulito foi pouco, meus leitores!
Tema recorrente (quem não quiser ler, saia), a amizade ultimamente tem sido muito atuante. Hoje abri um material que recebi pra avaliar, comentar e etc e tals e fiquei até envergonhada.
Há um tempo tinha vindo um disco tão legal de ouvir enquanto a gente viaja, ou mexe na casa, ou inventa uma nova arte, atividade esta que vai enlouquecer os que moram conosco. A pronúncia errada é de rachar de rir, mas o importante é a comunicação. Minha teoria mas eu mesma rio litros. E eu não tinha ido lá na página ouvir, mas quando fui... Gente, como tem gente sensível. Eu ouvia aquelas músicas que eram o mesmo que uma narração dos meus dias. E desde sempre, desde que eu era pequena e estes malucos nem me conheciam. Na verdade não conhecem, mas o pouco que viram foi o suficiente pra produzir não uma, mas uma centena de músicas, e nem precisavam dizer que algumas letras são sobre as nossas andanças e as minhas excentricidades, ainda bem que o rock é gritante! hahahah
Não sei se alguém sonha ser musa. Eu sempre fui. E o que me impressiona é que mesmo agora que me retirei da vida ainda continuo a encontrar nas curvas da estrada um ou outro bardo. 
Tá, a qualidade de algumas deixa a desejar até a fã mais entusiasta como eu e como as minhas amigas de sempre. Mas que comovem, comovem.
E eu vejo que sempre fiquei aqui, falando dos maus, enquanto tenho tantos bons, que seja com música, seja com grafite, seja com bolo, seja com pão, seja com churrasco (que eu nem posso comer, carne me faz mal) me dão tanta coisa boa.
Mesmo que estejamos espalhados por aí, alguns exilados como eu, outros a vista, alguns que a gente nem encontrou ou conheceu ainda, somos membros desta enorme fraternidade secreta que se chama fé na vida.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Um garoto chamado amigo


Vendo o relato doloroso de alguém que perdeu um grande amigo, daqueles que se tornam irmãos de sangue da gente, fico lembrando dos que eu também tive. O mais dolorido nestes casos é que quando eles vão, fica o vazio que nunca mais aparece alguém com a mesma qualidade para preencher. 

Lembranças de amores, a gente apaga. Joga tudo que possa desenterrar a pessoa fora. De inimigos então, é uma beleza. A gente esquece de um jeito que pode se confundir e quando encontra a pessoa dar até um abração! Aqueles primos turrões que a família dizia que eram os exemplos e mais tarde se tornaram os mais ferrados, bêbuns, mais infelizes, chifrudos e etc...
Aaah! Mas os amigos... Aqueles que estão ali vivendo com a gente as grandes conquistas da vida, a primeira volta sem cair da bicicleta, o primeiro braço quebrado, a primeira música tocada inteirinha com firula no final, a primeira letra escrita, o primeiro amor e a subsequente dor de corno, os porres, a fumaça...
   Eles estão ali e a gente nem percebe. Eles se incorporam não só a nossa vida, mas ao nosso corpo. Viram uma parte ali, como o coração e o apêndice. Aliás, apêndice não. Quando a gente opera depois de um tempo se não vir a cicatriz nem lembra. Ficam como tatuagem, como disse alguém sobre uma mulher. E um dia, sem que nem porque eles foram extirpados do nosso corpo vital. Ferida que nunca cicatriza.
A vida continua, e alguns covardes como eu adorariam terminar neste momento mas não tem coragem, ou aparece algum ''abençoado'' que chama ambulância. E ela vai passando. Nós juramos que não passaremos nem um único dia sem lembrar aquele amigo. E sem pedir aos deuses.
Todos os religiosos vem em caravanas tentanto de consolar e te suprir. A gente acredita só no que precisa. Só que a vida é muito sacana e vai ''tacando'' coisa na gente. E um dia aquela lembrança vai ficando fosca, depois transparente, e a vida rindo ali. E aí a gente nem percebe que ela conseguiu quase apagar aquele órgão vital.
Até que alguma coisa dispara o gatilho e lá vem aquela dor e agora ela faz a gente rir. Rir até chorar. Eu fico feliz só por uma coisa: nunca fui como eles. Quando eu bater no crematório e alguém com forte sotaque nordestino entrar com a vassoura perguntado:
-Ô meu rei, pra onde vai esta urna?
A resposta distraída será:
-Vai pro porto, despejar no mar. Deixa ela ali naquela caixa de papelão.
Nunca fiz ninguém e nunca vou fazer alguém passar por isso. Que bom eu ter resolvido virar uma sombra, que um dia não ficará fosca e depois certamente ficará transparente.




sexta-feira, 5 de julho de 2013

Recordações musicais de tempos passados

Cara, tem série que me faz pensar nas minhas outras vidas, vidas que eu vivi dentro desta que deve terr sido a pior de todas, claro.
Nashville é uma.

Nela temos vários núcleos, mas este é o paralelo, em que uma compositora e cantora talentosa, além de linda, tem problemas com um namorado invejoso que consegue alguma notoriedade às custas de muita degradação, que herda a banda que ele traiu (e tome coindicências), que seu parceiro de composição e de shows tem problemas com irmão bad boy e existenciais, trairagens, música, músicos talentosos, trabalho em casa de shows..
.
Mas a trama central envolve estes personagens:


Uma cantora que estava esquecida e de repente se vê no topo graças a colaboração com uma cantora teen superproduzida. As famílias que não sabem lidar com a arte de seus membros, enfim, é como se eu assistisse a vida que eu quase tive, e passasse de novo por momentos que passei em menor escala, claro, estamos no Brasil. É como se eu visse de novo o meu primeiro guitarrista, o outro com quem compus uma dúzia de músicas, meu baterista tão incrível, o baixista bobão, vivesse nossos sonhos de novo, e principalmente os tivesse vivos, já que estão no Olympus. O amigo mais antigo e seus conselhos e apoio. Os triângulos amorosos...

Vejo ali como poderia ter sido. Lembro daquilo que realmente foi. Fico pensando no que será que todos nós faríamos se estivessem primeiro vivos os que morreram cedo, e conseguido realizar seus sonhos todo os que ficaram, e que foram forçados a seguir outras profissões em troca de ser infelizes para sempre.

E reafirmo a minha decisão de não reencarnar na terra.



sábado, 18 de maio de 2013

Geladeira ecológica e sustentável

Pot in pot: refrigeração sem eletricidade.

Mohammed Bah Abba, um professor nigeriano advindo de uma família dedicada à cerâmica, bolou o Pot in pot (vaso dentro do vaso), um refrigerador natural que usa apenas argila, areia e água para obter resultados semelhantes ao de uma geladeira moderna. O sistema além de barato é facílimo de construir.

Como diz o nome, os dois elementos principais do Pot in pot são dois grandes vasos de argila de tamanhos diferentes. Um deve caber dentro outro e ainda permitir que uma camada de areia se interponha entre os dois. Feito isso (veja o vídeo explicativo abaixo), é só molhar periodicamente a areia – em média duas vezes por dia. A evaporação da água rouba calor do vaso de dentro, onde frutas e verduras armazenadas se conservarão fresquinhas.

Um sistema típico pode custar apenas 2 dólares (preços locais) e conter até 12 kg de vegetais. Dentro dele, tomates e goiabas duram 20 dias contra 2 dias se deixados sem refrigeração. O ganho depende de cada verdura, mas é sempre um múltiplo do normal. Só existe um pré-requisito: o clima pode ser quente, mas deve ser seco para facilitar a evaporação. Sobre a utilização do método no Sudão, conta o site Science in Africa (Ciência na África):

No calor de Darfur, Hawa costumava perder metade da colheita que tentava vender diariamente no mercado de Al Fashir, a capital de Darfur do Norte, pois lhe faltava armazenamento adequado – não há eletricidade ou geladeiras – na sua pequena cantina (…). Mas agora ela vende produtos mais frescos e aumentou seus lucros. Desde que começou usar o sistema Pot in pot.

A ideia já tem alguns anos e rendeu a Mohammed Bah Abba os 75 mil dólares do prêmio Rolex de empreendedorismo 2000. Foi também considerada uma das invenções do ano pela revista Time em 2001. O invento mudou a vida de famílias pobres da África rural, mas pode ser usado por qualquer um que queira poupar um pouco de energia aproveitando as forças mais básicas da natureza.

Fonte: oecocidades
Pot in pot: refrigeração sem eletricidade.

Mohammed Bah Abba, um professor nigeriano advindo de uma família dedicada à cerâmica, bolou o Pot in pot (vaso dentr...o do vaso), um refrigerador natural que usa apenas argila, areia e água para obter resultados semelhantes ao de uma geladeira moderna. O sistema além de barato é facílimo de construir.

Como diz o nome, os dois elementos principais do Pot in pot são dois grandes vasos de argila de tamanhos diferentes. Um deve caber dentro outro e ainda permitir que uma camada de areia se interponha entre os dois. Feito isso (veja o vídeo explicativo abaixo), é só molhar periodicamente a areia – em média duas vezes por dia. A evaporação da água rouba calor do vaso de dentro, onde frutas e verduras armazenadas se conservarão fresquinhas.

Um sistema típico pode custar apenas 2 dólares (preços locais) e conter até 12 kg de vegetais. Dentro dele, tomates e goiabas duram 20 dias contra 2 dias se deixados sem refrigeração. O ganho depende de cada verdura, mas é sempre um múltiplo do normal. Só existe um pré-requisito: o clima pode ser quente, mas deve ser seco para facilitar a evaporação. Sobre a utilização do método no Sudão, conta o site Science in Africa (Ciência na África):

No calor de Darfur, Hawa costumava perder metade da colheita que tentava vender diariamente no mercado de Al Fashir, a capital de Darfur do Norte, pois lhe faltava armazenamento adequado – não há eletricidade ou geladeiras – na sua pequena cantina (…). Mas agora ela vende produtos mais frescos e aumentou seus lucros. Desde que começou usar o sistema Pot in pot.

A ideia já tem alguns anos e rendeu a Mohammed Bah Abba os 75 mil dólares do prêmio Rolex de empreendedorismo 2000. Foi também considerada uma das invenções do ano pela revista Time em 2001. O invento mudou a vida de famílias pobres da África rural, mas pode ser usado por qualquer um que queira poupar um pouco de energia aproveitando as forças mais básicas da natureza.

Fonte: oecocidades

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Underground canadense em No Fun City


Duas mulheres tiveram a coragem (e a sorte de não nascer no ''braziu'') de mostrar o submundo da música alternativa, a cena punk e as dificuldades do underground, mais especificamente de Vancouver. Este documentário está disponível on line e eu poderia legendá-lo, mas como nunca me creditam pelo trabalho, deixo lá no original mesmo. Meu ''amigo'' que me pediu o favor não é confiável e ainda por cima vendeu até a alma para ir para lá e chegando ali passa a reclamar de tudo. Eu curti muito e tenho certeza que os amantes do rock também vão adorar.
Quem ouve música não vai ter dificuldade para entender. Elogiado até em Berlin, ele mostra as questões universais daqueles que se aventuram no undergound verdadeiro, não esta balela corporativa cheia de panelinhas que temos em Pindorama.
 
O relato de como a cena de música original ao vivo reage contra a perda de locais para apresentação devido a queixas contra o barulho, estatutos restritivos, e outras picuinhas. A câmera fica seguindo enquanto desligam, os locais são invadidos, os músicos procuram tocar em locais ilegais como armazéns de brickolage e estacionamentos. A maioria deste locais fica na periferia de Vancouver. São guerreiros defensores do punk e do metal. As bandas como Skinny Puppy, DOA, Subhumans, Dayglo abortions, 3 inches of blood, e Japandroids ajudam a mostrar um problema que é comum a maior parte dos músicos do mundo.
 
Mais uma vez, agradeço ao universo pela sorte destas talentosas mulheres, aqui elas seriam varridas para baixo do tapete, sepultadas vivas ou insultadas perpétuamente como acontece com tantas.
 
Fico me perguntando se algum doido algum dia resolver documentar a realidade do nosso underground verdadeiro, e não os dos amiguinhos e concubinas de desocupados ansiosos por aparecer em globeira, se não teria ainda mais notoriedade já que aqui é o décimo terceiro mundo. Pena que isso jamais vai acontecer e nós iremos para as profundezas do inferno (onde alias eles já nos jogaram) esperar por eles.
 
 
Enfim, assista e tire suas próprias conclusões.
 
 

domingo, 5 de maio de 2013

Phil Spector, o filme

Vocês se lembram que Phil Spector foi produtor dos Ramones, e seu gosto e de Joey  (Ramone) tinham muito em comum. Suas divergências com a grosseria e orgulho de Johnny (Ramone) fizeram a parceria terminar, ele dizendo a Joey que se conseguisse outro guitarrista voltasse a procurá-lo.  
Ele, no entanto, é mais conhecido do grande público (idoso e crítica especializada) por ter produzido o álbum Let it Be, o que os Beatles tiveram que gravar por força contratual antes de se separarem para que cada um pudesse usufruir de sua fama e fortuna, dar sequência a seus projetos e ideais sem ter que obedecer o sósia do Paul McCartney, que detestava os demais membros (verdadeiros) do grupo. Mais tarde ajudou George Harrison com o histórico concerto para ajudar as vítimas de Bangladesh, escreveu a clássica ''You've lost that loving feeling''...
Tinha sido artista talentoso e famoso desde a adolescência. E uma porção de acomplishments não evitou o seu amargo fim. Ele também era muito famoso por ter produzido ícones da música pop como as Ronettes (banda de sua primeira esposa Ronnie) cujo hit Be my Babe ainda é usado em muitos filmes e seriados.

Agora eu lhe pergunto (sotaque do Marrcelo Rezende):


O que teriam em comum ele e Lanna Clarckson??????
Entre muitas atuações de sucesso, a mais popular aqui em Pindorama é as aventuras de Barbarian Queen


Barbarian queen.jpgAmazon women on the moon.jpg
Pois é, gente, e aconteceu que numa noite daquelas, em fevereiro de 2003, ela encontrou-o num bar, entrou em sua limousine, foi parar na mansão do Phil Spector, os dois farreando, e de repente um tiro. Disse seu motorista  Adriano de Souza que ele saiu da mansão dizendo: acho que matei alguém. Outros dizem que ele gostava de brincar com as mulheres e com armas. Ele disse que ela estava beijando a arma. Enfim: acabou condenado em 2009 pela morte da bela atriz. Sim, ele não mora no Brasil.

Resumo da ópera:

Hoje me mandaram o filme para assistir, que enfoca seu julgamento e a defesa feita pela advogada Linda Kenney Baden, que está viva. A Linda que morreu foi a Linda Stein.

Enfim, quem tiver curiosidade aqui tem um link (horrívelmente) dublado (odeio dublagens)

http://assistindofilmesonline.com/phil-spector-dublado-ou-legendado-2013-gratis/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

SLAYER GUITARIST JEFF HANNEMAN DEAD

Tem hora que faltam palavras diante do tremendo mau gosto e péssimo sendo de humor do destino. Este é um destes momentos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Bárbara Heliodora

Heroínas brasileiras foram poucas, dada a aversão que o brasileiro tem ao sexo feminino fora do fogão ou do tanque, ou expondo desesperadamente o corpo em troca de miúdos. Violentamente combatidas são todas as que fogem a esta regra. Esta foi uma que conseguiu, ainda assim, passar a posteridade.

Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (São João del-Rei, c. 1758* — São Gonçalo do Sapucaí, 24 de maio de 1819) foi uma poetisa brasileira. Foram seus pais o Dr. José da Silveira e Sousa e D. Maria Josefa Bueno da Cunha. Para alguns estudiosos, era descendente de uma das famílias paulistas mais ilustres: a de Amador Bueno, o aclamado. (fonte: antoniomiranda.com.br).
Foi a primeira poetisa brasileira. Daí o leitor já tem uma ideia de sua força, garra e persistência. Aos 20 anos apaixonou-se pelo poeta (e inconfidente - sim da turma do Tirandentes, dãã) Alvarenga Peixoto. Deste amor nasceu Maria Efigência, antes do casamento, numa época pré-histórica dos direitos humanos e das mulheres. Participou ativamente da organização da inconfidência brasileira, que pretendia libertar o país, como já havia acontecido nos Estados Unidos. Alvarenga lhe escreveu muitos poemas, este trecho é da primeira fase:

''Bárbara bela, Do Norte estrela,
Que o meu destino sabes guiar,
De ti ausente Triste somente
As horas passo A suspirar.''

  
Este relacionamento terminou trágicamente com a morte de Alvarenga no infeliz episódio da morte cruel e covarde de Tiradentes e prisão e morte dos demais membros do grupo. Antes de sua morte, no entanto ele lhe escreveu poemas, dentre os quais destaco este:

''Água e pomo faminto não procuro;
grossa pedra não cansa a humanidade;
a pássaro voraz eu não aturo.


Estes males não sinto, é bem verdade;
porém sinto outro mal inda mais duro:
da consorte e dos filhos a saudade!




 Ousada para sua época, Bárbara foi a primeira Mulher poeta do Brasil, umas das ideologias organizadoras da inconfidência Mineira, teve uma filha antes do casamento e, mesmo depois de casada, fez questão de continuar com seu nome de solteira. Após a morte do marido, Bárbara ainda administrou os negócios da família, e cuidou da educação dos seus 4 filhos.

Era a poetisa dos inconfidentes, e chamada de princesa do Brasil por eles, e sua filha
Maria Efigênia de princesinha do Brasil. Lutou e conseguiu manter 50% dos seus bens, fato inédito.
Para denegrir sua imagem, diziam que ela andava esfarrapada e louca, mas isso foi comprovado ser mentira. Viveu forte, combativa e lúcida até o último momento de sua vida.

Sua obra, naturalmente, foi destruída e apenas três de seus inúmeros poemas foram preservados: um para sua primeira filha, quando morreu prematuramente, e outro - Conselho a meus filhos. Trecho do poema ''O sonho''

''Não vos deixeis enganar
Por amigos, nem amigas;
Rapazes e raparigas
Não sabem mais, que asnear;
As conversas, e as intrigas
Servem de precipitar.''



Existe uma visita virtual ao museu da inconfidência onde imagens desta época em que viveram tantos personagens intensos e inconformistas (para nós o pior defeito de alguém é ser conformista) podem nos dar ainda mais pena do ´pái s de hoje, click:

http://www.museudainconfidencia.gov.br/interno.php




 

 
 
 
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A cura do tédio pela pasta de Spam

Estava procurando uma senha que esqueci e a mensagem desapareceu,
quando tive que ir atrás daquele terrítório jamais explorado, e sempre eliminado sumariamente que é a pasta de spams. O resultado foi uma viagem no tempo e no espaço! Ali, enquanto apagava aos  kilos e toneladas, encontrava coisas que abria por curiosidade. E ri muito, pra não chorar, e acabei até chorando de rir. Quanto mais se vive, mais acontece de nos depararmos com as coisas que antes adoramos pensando: meu pai do céu, como é que eu não via que isso era ridículo? E ao nos depararmos com convites que antes nos enlouqueceriam de animação surgem ideias como: será que eu fazia isso também?
Ali estava um enorme grupo numa lista, pessoas que vinham na sua casa todos os dias, que juravam amizade eterna, que você viu crescer, viu escolher uma profissão, casar alguns, outros terem até filhos, e que fingiam que ainda tinham 13 anos e queriam perpetuar as atitudes de criança birrenta de escola que tinha turminha.
Os mesmos aspirantes a superstar que jamais conseguiram emplacar absolutamente nada, mais pela atitude arrogante e falta de noção do que de talento propriamente dito, ou criatividade. Estes convidando para seus incríveis shows, com o nome maior que o da banda de abertura, a qual provavelmente tem muito mais fãs. As mesmas músicas de mais de vinte anos, que embalaram muitos momentos decisivos, tantas lembranças e arrependimentos tão grandes que nenhum buraco negro espacial poderia engolir. Os antigos cabeludos e cabeças raspadas agora estavam todos no mesmo nível: sem cabelos. A vida é realmente má. Ela não dá o tempo que muitos precisam para perceber que desperdiçaram anos, décadas, atrás de alguma coisa que não tinham condição nenhuma de conseguir, de um objetivo que jamais poderia ser alcançado nem de longe, e que o mais importante provavelmente estava perdido: a vida e a chance de se criar uma base, um lugar para onde pudessem voltar todos os dias, como qualquer pessoa. Porque é isso que nós somos: uma pessoa como qualquer outra. Nem todos tem dons divinos ou uma sorte incrível. E especialmente um bom espelho para poder perceber o tamanho do estrago do tempo! Acreditem ou não, muitos não perceberam.
Lançamentos de livros que ninguém vai comprar, e os poucos que o fizerem não vão ler, documentários que nunca aparecerão no National Geographic ou Discovery, tão interessados em espécimes esquisitos do planeta.
Mas o que mais me fez rir foi o dos mesmos puxa-sacos que ainda mamam literalmente na pouca fama alheia, enviando suas participações, fã-clubes, ''produções'', cooperações mútuas e tudo o mais.
O ''de família rica'' (!?!) que ''decidiu viver em favela'' e suas palestras cheias de pretensa humildade, suas incríveis mensagens de incentivo ao que precisa crescer, mas os meios de fazer isso espezinhando os da classe média que ralaram, estudaram até acabar a visão e trabalharam até a saúde enfraquecer, as críticas aos que se concentraram em aprender e exercer alguma coisa de que ele mesmo era incapaz e assim por diante. Mais do mesmo das décadas passadas. Um desesperado não me esqueça ou eu morro.
Algumas mensagens que infelizmente não vi, na época pelo menos, pois adoraria responder, com as mesmas críticas e apontamentos de defeito daqueles que pensam que assim sua lista vai colocá-los em algum tipo de GIF ou MEME sem entender que quem vê isso foge para não ser o próximo alvo.
A maior de todas estas difamações vem sempre por causa de ideias que me copiaram, ou a velocidade vertiginosa com que me interesso por coisas não tão afins num ecletismo tão fácil de se descrever como porra-louquice.
Minha vida acabou, mas pelo menos consegui entender o que e quem eu sou. E numa frase tão simples se resume tudo:


 




 

sábado, 23 de março de 2013

Crimes no google, perfil bloqueado e suspenso! De novo, ajudem

Gente, pela enésima vez tenho um perfil suspenso, bloqueado e perco uma porção de contatos bacanas que jamais vou recuperar. O que mais me revolta, é que o grupo que faz isso tá aí, fofinho, lindinho, postando, e prejudicando centenas de outros.
Não adianta explicar ao google que o Brasil é terra de ninguém, e só criminosos e grupos organizados como este tem vez. Que usar nome de RG e enviar RG scaneado só se você for louco. Isso facilita muito a ação de estelionatários - que já sofri - e demais criminosos.

1o.  - Eles pegam o nome real completo de alguém

2o.  - Pesquisam o máximo de dados - seu CPF e RG aparecem na primeira pesquisa

3o  - Pesquisam nas redes sociais os locais que você frequenta, sua família e etc...

4o - Organizam o sequestro, a extorsão, mas antes disso já utilizaram seu número de telefone para fazer débitos automáticos e compras.

5o. - A vítima sofre bloqueio primeiro de contas em banco e cartões de crédito pois eles estouram os limites, e depois o sequestro de parentes e de si próprio

Agora como atua o grupo de cyber bullying organizado:

1o- Conseguem adicionar muitas pessoas ( de preferência mais de mil) que tem como compromisso espalhar e denunciar tudo que for proposto

2o - Partilham links ''humanitários'' e sociais para enganar a maioria

3o - Alegando uma mentira qualquer, colocam o perfil da vítima para que seja denunciado.

4o - Monitoram as atividades da vítima através de perfil falso para garantir que agirão novamente.


Não aceite que o google faça este tipo de discriminação e exigência.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Jim Morrison revisitado

Soube hoje que haverá um novo documentário sobre o nosso eterno poeta Jim Morrison, mostrando os primeiros anos de sua carreira. Contará também com imagens inéditas de filmes e fotografias, entrevistas de seu irmão Andy e do roadie do the Doors Gareth Blyth . Jess and Jeff Finn são os idealizadores e lideram o projeto.
Outros filmes já mostraram sua história, um mais recente - Mr. Mojo Risin': The Story of L.A. Woman - foi lançado no último mês de janeiro.


Claro que nele não contém as teorias de que ele fugiu do mofo europeu de volta a ensolarada Califórnia.

Before the End: Jim Morrison Comes of Age

Read more: http://www.rollingstone.com/music/news/jim-morrison-documentary-begins-production-20130314#ixzz2NuAhHq6V
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Teorias da Conspiração:


Diziam nos Estados Unidos na década de 80 que ele tinha forjado a própria morte por odiar a breguice de Paris e voltado para os Estados Unidos, que amava, mas ali faleceu no início da década de 90.
Foto do pretenso túmulo que atrai centenas de fãs e curiosos em Pére Lachaise

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

É verrrdade Marrcelo!



Há um programa aqui no sul, que não ouço mais por incentivar a xenofobia a mulher e ao povo paulista, que satiriza os repórteres policiais e o bordão é este, pronunciado com sotaque carioca bem carregado: É verdade Marcelo!

O homenageado, Marcelo Rezende, é um dos meus favoritos de CSI padaria, lanchonetes e restaurantes. Hora do lanche da tarde no meio de algum compromisso na rua, jantar em algum local do Brasil, e lá está ele, mostrando as mazelas deste país e suas vítimas.
Ontem eu vi a parte que ele falava da morte do Chorão e mostrava as imagens terríveis deste infausto acontecimento.
O tragicômico destas tragédias é que não há como não especular a motivação que leva uma vítima ao suicídio, como parecia a notícia. Dentre as hipóteses que Marcelo levantava para o motivo, era uma que nós todos concordamos.
https://www.youtube.com/watch?v=qHILCjy4qzI

Como é possível que uma banda de rock que vende 5 milhões de cópias fique fora da lista de convidados do Rock in rio? Apesar de que eu duvide que isso foi a motivação do pretenso suicídio do nosso desbocado ídolo.
Eu nunca fui fã mas minha primeira filha era. E a gente acaba assimilando a familiaridade por  osmose. Mesmo assim, adoro quem manda playboy babaca tomar, como ele fez aqui no show de Balneário.

http://www.youtube.com/watch?v=OgU0xTWrlDY

É assim que prefiro lembrar dele.

É, é verdade, Marcelo!