quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ah, as coisas mudam mesmo, Wander!

O universo, a vida e as energias magnéticas são uma coisa tão surpreendente.
Mesmo tendo muita raiva da vida, tem hora que tenho que dar a mão à palmatória. Hoje foi uma destas manhãs. Quando, depois de um momento Vanusa (provoquei um alagamento no ap pra variar), fui abrir os meus scraps, blog, twitter, facebook, fulano,  quepasa e tudo que um depressivo bipolar pode encontrar de alívio para seus sintomas desesperantes, lá estava a mão amiga estendida com o mais doce dos presentes: um vídeo novo do maravilindo e mega posológico Wander Wildner.
Neste vídeo postado abaixo, ele encanta com a letra emprestada de alguma outra banda underground genial que nasceu conosco no país errado, pra não dizer no planeta errado (valeu Rod), no tempo errado, adiantado.
Ainda bem que as coisas mudam. Apesar de que a gente vive aprendendo a perder mais que ganhar, dificilmente empatando. E no meu caso aprendendo a reclamar, a rir da própria tristeza, coisa imensamente facilitada quando se ouve uma música desta e se vê um vídeo deste. É a hora de encaixotar o que não presta mais e despachar da nossa vida e deixar espaço para o que os amigos astrais nos trazem.


Aí resolvi agradecer ao universo e aos deuses pela forcinha, por conseguir me fazer sorrir depois de tanto tempo, dar gritinhos histéricos, tocar o violão que estava triste quieto num canto, olhar o seu rosto lindo (ninguém me contradiga!) e vê-lo caminhando pelas ruas de Berlin.
Sim, as coisas mudam, nosso comanchero está lá no velho mundo, sempre cercado de amigos, de atenção, de experiências e ainda cheio de energia e alegria de viver rodando el mundo. Caminando por la vida. E dividindo com os pobres mortais, às vezes cinzentos, as cores do sol, das ruas, o aceno do bebê que aparece num cantinho da imagem, e ainda levando consigo pra cima os extraordinários loucos que são só para poucos, só para raros.
Obrigada, Stenio!!!!!!!!!                

Um comentário:

  1. No final das contas a vida é assim mesmo como você disse. A gente sempre perde mais do que ganha, mas a partir do momento em que você passa a encarar isso com naturalidade, para de sofrer tanto.

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